Borracha Sintética
Também conhecido como: Synthetic Rubber, Elastômero Sintético, Borracha Artificial
Definição
Borracha sintética é o termo genérico para elastômeros produzidos industrialmente por polimerização de monômeros petroquímicos, como alternativa ou complemento à borracha natural (látex de seringueira). Os elastômeros sintéticos foram desenvolvidos a partir da necessidade estratégica durante a Segunda Guerra Mundial, quando o suprimento de borracha natural foi comprometido. Hoje, os sintéticos representam a maior parte do consumo global de borracha.
Diferentemente dos termoplásticos, as borrachas sintéticas (assim como a natural) são processadas por vulcanização — um processo de reticulação das cadeias poliméricas com enxofre ou outros agentes reticulantes sob calor e pressão, que converte a borracha crua em um elastômero com propriedades mecânicas finais. Após a vulcanização, o material não pode ser reprocessado por fusão — é irreversivelmente curado, como um termofixo, embora com comportamento elástico.
Na prática
As principais borrachas sintéticas usadas na indústria brasileira são: SBR (Estireno-Butadieno), a mais produzida mundialmente, base dos pneus de passeio junto com negro de fumo; NBR (Acrilonitrila-Butadieno, nitrílica), com excelente resistência a óleos e combustíveis, padrão para vedações automotivas em contato com óleo; EPDM (Etileno-Propileno-Dieno), com excepcional resistência ao ozônio, UV e envelhecimento, utilizado em vedações de janelas automotivas e impermeabilização de telhados; e CR (Policloropreno, Neoprene), com boa resistência ao óleo e à chama, utilizado em mangueiras e luvas industriais.
O processamento de borrachas sintéticas para peças técnicas (gaxetas, retentores, vedações, mangotes, buchas) é realizado predominantemente por moldagem por compressão ou transferência. A mistura da borracha crua com negro de fumo, plastificantes, retardantes de chama e agentes de vulcanização é feita em misturadores internos (Banbury) ou abertos (moinhos de rolos), gerando compostos crus que são então moldados e vulcanizados.
Onde aparece
Pneus de automóveis e caminhões são o maior mercado de borracha sintética — o SBR compõe a maior parte da mistura de borracha de bandas de rodagem. No setor automotivo, retentores de óleo (NBR), buchas de suspensão (NR ou EPDM), mangueiras de radiador (EPDM) e vedações de porta (EPDM) são componentes críticos de borracha. Na construção civil, membranas impermeabilizantes de telhado em EPDM têm crescido significativamente no mercado brasileiro. Na indústria petroquímica e de óleo e gás, anéis de vedação O-ring em NBR, HNBR e FKM (Viton) são insumos críticos.
Erros comuns
O erro mais comum é especificar borracha nitrílica (NBR) para todos os contatos com óleo sem verificar compatibilidade com a temperatura de serviço. O NBR standard suporta temperaturas de -40°C a 120°C. Para temperaturas acima de 150°C em contato com óleos, o HNBR (NBR hidrogenado) ou FKM são necessários — e têm custo significativamente maior.
Outro equívoco frequente é confundir elastômeros termoplásticos (TPE, TPU, TPV) com borrachas vulcanizadas. Os TPEs têm comportamento elástico em temperatura de serviço mas são processados como termoplásticos e podem ser reprocessados por fusão — ao contrário das borrachas vulcanizadas. Essa diferença tem implicações importantes tanto no processamento quanto na reciclagem.
Termos relacionados
- Poliuretano — elastômero sintético complementar, com diferente química de reticulação
- Moldagem por Compressão — principal processo de fabricação de peças técnicas em borracha
- Extrusão — processo utilizado para mangueiras, perfis e fitas de borracha vulcanizável
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